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2º ENCONTRO DO PLANETA - SALVADOR/BA
inserida no site em 16/02/03
Salve, buggymaníacos do Planeta!

O 2º Encontro Soteropolitano de Fiberglass Dune Buggies & Afins foi um tremendo sucesso! Repetiu-se o mesmo clima de descontração e amizade, que pautou a nossa 1º reunião. Foi uma pena que o nosso Grão Mestre Todinho não pode comparecer (comenta-se, a boca miúda, que o velho Toddy está sendo caçado por suas oito namoradas, pelas ruas de Salvador... Todas querendo casar-se com o nosso querido amigo - risos), mas tudo bem: fica para a próxima oportunidade. Em compensação, pudemos conhecer uma galera de primeira grandeza: o Luizão; o meu vizinho de Ilha, Marco Aurélio; o Thiagão e a Dani. Vou tentar relatar esse Eminente Evento (risos), que mobilizou a comunidade buggeira – quiçá automobilística em geral – de SSA-BA (risos, risos, risos).

Bem... Eu e o Vina começamos o Encontro no dia anterior, 08 de fevereiro de 2003. Havíamos combinado de dar uma geral no motor do Cachorrão, e assim, o Vina apareceu aqui em casa, onde eu já o esperava com a caixinha de ferramentas, velas, cabos de vela, condensador, platinado e um vidro de car-80. Sabem como é, né? Dois buggeiros juntos é o mesmo que... Cerveja! E haja cerveja... Terminamos os ajustes no Cachorrão e seguimos adiante, “tomando umas”, ouvindo boa música e botando o papo em dia.

No meio desse processo, ligou-me uma grande amiga, a Zeza, convidando-nos para ir até a sua casa, onde havia uma geladeira entupida de cerveja. Perguntar ao Alf e ao Vina se querem cerveja é o mesmo que perguntar a macaco se quer banana. E lá fomos nós. Zeza é daquelas pessoas que não deixam alternativa, senão a de gostar delas, de imediato. Um ser humano maravilhoso, com uma experiência de vida fantástica... E o melhor de tudo: mantém a ingenuidade e a bondade intactas, frente à vida. Algum dia, ainda escrevo sobre Zeza, que, embora não tenha um buggy, é uma buggeira inata.

Pois bem, lá se vão o Alf e o Vina, cortando Salvador, para a casa de Zeza... E haja cerveja! Mas foi tanta cerveja, que houve um ponto em que ninguém mais tinha condições de dirigir... E decidimos dormir por lá mesmo. A sorte é que Cicília, minha rádio-patroa, adora Zeza e não vê problemas em deixar que eu passe algumas noites por lá... (risos).

Difícil foi acordar, na manhã seguinte (dia do Encontro)... A coisa toda estava marcada para as 9:00 horas, mas sabíamos que ninguém chegaria no horário. De qualquer forma, o despertador tocou às 7:30... Ressaca, putz! Deixei o Vina em casa e fui buscar o Cachorrão. Confesso que não entendo como o Vinícius conseguiu chegar no horário ao Posto da Doctor Burguer, na Boca do Rio (local combinado para a partida da Buggyata)... Devo ter chegado lá pelas 11:30. Antes, fui buscar o Leo, o meu grande co-piloto.

Já estavam lá, o Vina, com o seu Valente; o Marcão, com o Tocantins; o Luizão, de Bird; e o Thiagão e a Dani, com o Poney. E havia, no Poney do Thiago, uma sacola repleta de cerveja... Realmente, a visão daquela sacola me deu calafrios – a ressaca comia no centro --, mas não houve jeito: que venha a cerveja! De novo... (risos).

     
 
 


Seguimos em buggyata até Itapoã, o famoso bairro praiano de Salvador, cantado em versos por Vinícius de Moraes e Caetano Veloso. Aliás, bairro onde chegou a viver o grande poeta, e onde mora hoje o menestrel Juca Chaves (junto com a mais expressiva comunidade artística da Bahia). O Cachorrão não queria colaborar, começou a apresentar um estranho defeito: toda vez em que eu tirava o pé do acelerador, ele morria. Mas, aos trancos e barrancos, consegui acompanhar o pessoal. Nessa agonia, fiz algo que não me agrada: atravessei um semáforo vermelho. Mas não teve jeito, estava difícil mesmo guiar.

Em Itapoã, concentramo-nos em frente à banca de acarajé da ilustre baiana Cira (ou Dinha, ou Regina... Não sei bem. Essas baianas de Acarajé daqui são todas iguais para mim, só sei que o acarajé é bom... hehehe). E haja mais cerveja! Ah! Esqueci de falar da chuva! No dia anterior, ninguém imaginaria que poderia chover, mas São Pedro fez das suas: no Domingo -- 09 de fevereiro, dia do Encontro --, o tempo estava mais fechado que a cara do Secretário de Estado Norte-americano, o Colin Powell... E foi a chuva que espantou o pessoal, pois esperávamos, pelo menos, 10 buggies... Enfim, foram 4 buggies e um Gurgel, o que já é um record para um domingo de chuva em Salvador. E aqui aproveito para prestigiar o esforço do nosso grande Vina, que distribuiu, durante a semana, os panfletos do Encontro.

Conversa boa, cervejinha gelada – a essa altura, a ressaca já se tinha ido --, troca de idéias... O 2º Encontro Soteropolitano de Buggies foi o máximo! Realmente, buggy é um estilo de vida... O buggeiro é um bicho mais leve, mais saudável, mais gente que a grande maioria das pessoas, que não consegue escapar da loucura urbana.

E essa turma então! O meu vizinho de Ilha, o grande Marco Aurélio, é a simpatia em pessoa. Aquele cara que dá vontade de sentar para conversar, sabem como é? Educadíssimo, sereno, gente fina pacas... Pena que teve que ir, logo cedo, pois a sua filha não estava bem (preocupa, não, Marcão, vai haver outra oportunidade... Quem sabe na Ilha...).

O Luiz é daqueles que tem muita história para contar. Já guiou caminhão, já fez de tudo um pouco. Assim como eu, tem buggy há pouco tempo, embora saque muito de mecânica. Muito gente boa, lembrou-me um grande amigo meu. O Luizão tem umas idéias bacanas para montarmos, enfim, o Clube de Buggies de Salvador. Pelo pouco que conversamos, deu para sentir que ele tem tino para a administração, o que vem a calhar, se nós fundarmos mesmo um clube.

Dani e Thiagão, eu já comentei alguma coisa no fórum. Êta casal nota 10! O Thiago é gente finíssima, super brother. É doido por mecânica VW a ar e participava do Clube do Fusca de Salvador. Inclusive, o Poney foi montado sobre o seu antigo fusca (ele levou as fotos, era uma máquina e tanto). A Dani é um doce em forma de gente. Inteligentíssima e com um senso de humor extremamente refinado. Ela fez algumas observações que eu rolei de rir. Nem deu bola para os nossos comentários machistas (risos). Cuidou direitinho do Thiagão, empurrando Coca-Cola goela a baixo, quando este apresentou algum sinal de embriaguez... (gargalhadas). Uma menina de ouro. Aliás, vou usar o adjetivo mais generoso que eu conheço: uma buggeira!
Eu, o Leo e o Vina... Acho que vocês já conhecem demais, não é mesmo? (risos) Lembrando que o Leo, não é o Leo do Rio (o Grande Leo do Baby), mas Leo, o meu co-piloto (ou seja, aquele que consegue ficar menos bêbado do que eu e, portanto, tem a função de levar o carro para casa... risos).

Ficamos pouco em Itapoã, pois era aniversário do avô do grande Vinícius, e tínhamos que prestigiar. Por volta das três da tarde, todos nós saímos em buggyata até o bairro de Brotas, onde acontecia uma festança e tanto. Éramos apenas quatro buggies, mas a sensação de cruzar a cidade, em fila, chamando a atenção de todos... Que coisa de arrepiar! Realmente, buggy é uma paixão. Um vício que só me traz alegria.

Deixamos o Luizão em casa (acho que ele tinha algum compromisso), mas não sem antes tomarmos algumas cervejas numa barraquinha que havia por perto. Seguimos para o aniversário do avô do Vina. Lá chegando: um músico, tocando antigos samba-canções de primeira qualidade; churrasco saindo quentinho e mais cerveja... Muito mais cerveja... O que ainda pedir da vida? Conheci o pai do Vina, um cara e tanto, daria um excelente buggeiro. Já sei a quem Vinícius puxou... (risos). O avô do Vina, o aniversariante, pareceu-me um homem sábio, daqueles que vêem a nossa agonia do dia-a-dia como quem diz: “Oh, crianças, se vocês soubessem o que eu sei...”. Enfim, foi um final perfeito para o 2º Encontro de Buggies de Salvador. Pena que eu tive que ir embora cedo, logo ao anoitecer, pois o Cachorrão está sem luz. Também, porque voltaria a trabalhar, no dia seguinte. Mas foi uma despedida e tanto das férias, não acham?

Pessoal, a cada dia que passa, convenço-me de que encontrei o meu lugar. Hoje, posso dizer: Sou um buggeiro, com muito orgulho. Desde o dia em que entrei nesse site, quando ainda aventava a possibilidade de comprar um buggy, conheci gente que me fez redimensionar muita coisa na vida. Tenho acompanhado as intervenções de todos vocês, via fórum, e fico sempre perplexo com a capacidade que temos de simplificar as coisas para que elas dêem certo. Vocês estão cobertos de razão quando dizem que buggy é mais que um carro; é um estilo de vida.

Essa é, de fato, a minha família. A minha família para além da minha família verdadeira -- que são os meus pais, a minha esposa e o(s) meu(s) filho(s). Os filhos vem com um (s), porque o mais novo ainda não nasceu, está com 9 semanas... (risos). Desculpem, se estou meio sentimentalóide, é que estou tomando umas... Mas, como roga o postulado Cesário: “In vino veritas” (risos).

Tomara que os possa conhecer algum dia. Conheci o pessoal de Salvador e não me arrependi. Principalmente, o Vina e o Toddy, que se tornaram grandes amigos. Com vocês, tenho certeza de que não será diferente.

Abração,

Alf

 

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