São José do Norte
à Torres - 2005
inserido no site em 25/11/2005
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Em novembro de 2005, os intrépidos buggueiros pelotenses, Carlão, Joca e Eraldo, acompanhados de seus respectivos co-pilotos: Júnior, Maria e Tati, encararam novamente a costa gaúcha em quase toda sua extensão, indo de Pelotas até Torres. Por incrível que possa parecer, todos os buggies aguentaram a indiada e o clima se fez fantástico, sobrando algumas leves queimaduras de sol. Foram mais de 1100km em apenas quatro dias. Lembrem-se que o Velho´73 não tem este apelido por acaso... pensei até em fazer uma capota para ele, mas resolvi comprar dois conjuntos de abrigos plásticos, do tipo usado por motociclistas, para o caso de alguma chuva. Não choveu e o Velho vai continuar sem capota por mais 30 anos!

Aproveitando o "feriadão" do dia 15, uma terça feira, o grupo resolveu ir até a praia de Torres, andando o máximo possível pela praia. Saímos no dia 12, bem cedinho de Pelotas, para pegar a primeira balsa para São José do Norte.

São José do Norte, é uma pequena cidade, quase geminada à Rio Grande. É separada desta por um canal somente transposto de barcas e balsas. Por isso, é uma cidade extremamente pacata e com traços do século 19 em todas as suas ruas.

De São José do Norte, saímos pela BR101, a popular "Estrada do Inferno", até o melhor acesso à beira do mar, na localidade chamada "Estreito". Este trecho é asfaltado. No Estreito, auxiliamos uma equipe do Jornal Zero Hora a atravessar, pois o motorista não era muito acostumado com areião. Lá vem o Joca, fazendo sua ultrapassagem, sem problemas.

Um impressionante farol de concreto, derrubado pelas marés de incontáveis gerações. Atrás, o moderno (e feio) farol de aço. E pé na estrada! ops, na areia da praia...

Como a barra da Lagoa do Peixe estava aberta (não deixando passar veículos) e estes buggueiros não atravessam sobre a lagoa, quando ela tem água (não por medo, pois a lagoa é muito rasa, mas por respeito à vida selvagem). E tiramos, novamente, A equipe da Zero Hora do sufoco... O velho estava fazendo pose demais nesta viagem... E, Eraldo, este buggy não é a álcool!!! tá bebendo o que???

Esta enorme criatura é uma "tartaruga de couro" (Dermochelys coriacea). Pode atingir até dois metros de comprimento e 700 quilos. É uma espécie em extinção e a grande quantidade delas encontrada nestas praias é impressionante. Este foi o maior exemplar que vimos, mas há uma grande quantidade de tartarugas menores, o que pode evidenciar morte não natural. É carnívora e habita todos os oceanos do mundo. A última foto, com um espécime vivo, e estas informações foram retiradas do site "Projeto Tamar ".

Durante nosso passeio, encontramos alguns aventureiros em barcos a vela. Foi rapidamente, na praia de Quintão, mas encontramos eles novamente, em nosso retorno, na praia do mar grosso, em S.José do Norte. Estes veículos custam em torno de R$ 2.500,00 e podem velejar a uma velocidade até três vezes superior à do vento. E não precisam ser velejadores peso pluma! Aliás, o pessoal era da "nossa turma"! Como foi um feriadão com muito sol, precisamos sair das praias mais movimentadas e encarar um pequeno trecho da "inter-praias". Neste primeiro dia, fomos dormir na Pousada Imbé, na praia de mesmo nome. Encontramos o Farina e o Ismar, prontos para encarar o passeio até Torres. Reparem no novo "peito de aço" que está equipando o Velho´73!

O Daniel Farina incorporou-se ao grupo para ir até Torres. Depois, foi a vez do Ismar chegar e completar o povo que estava devorando a areia da praia. O Farina com seu BRM estalando de novo e o Ismar, com um Look recentemente reformado.

Os cinco buggies que saíram de Tramandaí, com destino à Torres: Ismar, Carlão, Farina, Joca, Eraldo e, finalmente, em Torres, com a turma catarinense do "buggy na veia". Visitem o site, para ver as fotos deles e conhecerem esta turma festiva!

Este capacete foi comprado em um encontro de motos que acontecia em Torres. A natureza foi caprichosa em Torres. Aliás, tem uma piada, aqui no Sul, que conta que Deus fez um trabalho fantástico em toda a costa brasileira, mas ao chegar em Torres, consou e cruzou uma linha reta para baixo... e ainda colocou as correntes frias para nós!!! Na última foto, o co-piloto do Velho´73, chegando à Tramandaí, já anoitecendo.

Saindo do litoral norte, em direção ao nosso cantinho, no sul... A terceira foto, mostra o farol da Solidão, e a última, um dos muitos navios que achamos pelo caminho. Este era um pesqueiro de casco de madeira.

O hotel de Tavares é surpreendente. Excelentes acomodações, boa comida, bom preço. Recomendamos para os aventureiros de plantão, pois fica a apenas quatro quilômetros da Lagoa do Peixe e de outros recantos fantásticos. O proprietário conhece bem a região e tem até um veículo para passeios, se não quiser passar trabalho... O povo, descansando na Praia do Mar Grosso, já em São José do Norte e, finalmente, na balsa de volta. Até a próxima!


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