De volta para casa...
Tipos de cambão e técnicas de condução

Levar seu buggy para praia, serra ou outro lugar qualquer, pode ser um grande transtorno, se você não estiver disposto a enfrentar grandes extensões de estrada dirigindo o buggy. Para isto, existe o "cambão", uma maneira legal de conduzí-lo. É preciso, no entanto, cuidados básicos de segurança, documentação do buggy em dia e iluminação funcionando (pisca, freio, sinaleira).

Há vários modelos disponíveis. A maioria dos buggies brasileiros fabricados atualmente, oferece um tipo como opcional. Se o seu não tem, é fácil fazer ou comprar um. Verifique os modelos mais comuns nas fotos abaixo e escolha o que mais lhe convém.

CAMBÃO ISOLADO
Cambões isolados somente são colocados no veículo quando for feita a tração. A vantagem é que não tem aquela "tranqueira" na dianteira do buggy (que até tem um certo charme...). A desvantagem é que ocupa espaço na garagem, não está disponível em todas as ocasiões que se quer, etc. Este é o cambão que eu tinha (sumiu em uma oficina). Fica preso sob o quadro da suspensão por pinos. Um cabo separado, leva a eletricidade da sinaleira, freio e pisca. Estas fotos foram remetidas pelo Milton. Mostram um cambão isolado, antes de colocá-lo no buggy. Apesar do pessoal do Forum ter ficado com um certo receio da segurança deste tipo de cambão, ele é bem seguro. Mas precisa ter as correntes de segurança fixadas em dois pontos: entre a suspensão e o cambão e entre o carro tracionador e o cambão, passando entre ele. Ele articula na suspensão do buggy. Veja as fotos maiores, clicando nelas.
CAMBÃO FIXO
Nas fotos seguintes, vemos o cambão utilizado pelo bugueiro Amadeu, de Amparo-SP. Observe que o cambão é uma peça única, articulada em um ponto próximo do quadro da suspensão, onde está preso.Uma dica interessante: neste modelo, quando a "munheca" (cabeçote do cambão) fizer muito barulho, pode-se colocar uma bola de tênis no lugar da bola do engate e prender. Funciona!

O modelo a seguir é o cambão mais utilizado, atualmente. É semelhante ao do Menon acima, mas tem a haste articulada para poder baixar e não atrapalhar a visibilidade, quando não está em uso. O desenho ao lado, enviado pelo Luizinho, mostra como funciona. A bola que aparece abaixo, fixa a munheca do cambão no próprio parachoque. Em Fortaleza, o Luizinho indica uma metalúrgica que faz estes cambões sob encomenda. Veja em Mestres. A BRM e a Caribe também vendem este cambão, que poderá ser adaptado em outros tipos de buggies.

Ops, a placa está encoberta pelo cambão...
Detalhes da abertura do cambão que uso no Velho´73, para reboque e sua fixação no quadro da suspensão. Veja, na foto à esquerda, a bolota que está fixada no cambão e que serve para manter o mesmo fixado quando não em uso. Há um pino, não mostrado na foto do meio, que mantém o cambão nesta posição para reboque. A fixação no quadro da suspensão é suficiente e eficiente. Não há necessidade de soldas, uma vez que as braçadeiras foram feitas sob medida e com aço resistente. Porcas auto-atarrachantes, com arruelas de pressão, completam a estrutura de fixação. Clica nas fotos para ver melhor estes detalhes.
Este cambão aí de cima, foi fabricado aqui em Pelotas, mas não ficou como devia, apesar de ser muito seguro e forte. Precisava ter ficado bonito, também... assim, voltei para os profissionais: encomendei um diretamente da BRM, com a Andréia. Minha surpresa foi que ela não quis cobrar a peça! presente de Natal antecipado para o Planeta, segundo ela! Apesar de ter ficado um pouco constrangido com o fato, também fiquei contente com o reconhecimento do trabalho aqui do site... Valeu, Andréia! Valeu, BRM! Rapidamente, o cambão chegou, como pode ser visto nas fotos a seguir, com uma boa embalagem para que não sofresse danos durante o transporte. Muito bem acabado e projetado.
   
Neste verão de 2006, o cambão do Velho´73 passou por algumas moficações: foi fixo no trem da suspensão, como o antigo, colocado um "peito de aço" e ficou muito mais resistente!

O Washington enviou algumas fotos de um tipo de cambão fabricado por um amigo dele e que pode ser colocado em todos os modelos de buggys. Custa em torno de R$ 250,00 em Natal, (pintado, pronto e com NF - preços de agosto/06).

Cambão no buggy
Cambão no buggy
Cambão no buggy
CUIDADOS E SEGURANÇA

Dirigir tracionando um veículo com um cambão, exige muita atenção. Afinal, seu carro está mais comprido, com respostas diferentes do normal. A atenção é fundamental. E não é como tracionar uma carreta. Treine bastante em sua cidade, antes de aventurar-se em uma estrada. Conheça bem as reações de seu veículo. Segurança é fundamental, gente!

Após colocar o cambão, verifique se as travas estão todas colocadas, principalmente a do cabeçote do cambão. Coloque a corrente prendendo no veículo tracionador e no buggy (não no cambão), passando pelo meio do cambão, de maneira a evitar que ele caia, caso haja um rompimento da bolota ou do cabeçote do cambão. Depois, faça a ligação elétrica entre os veículos.

O Amadeu remeteu esta série de fotos muito elucidativas sobre como fazer, com segurança, o engate do buggy no veículo que vai tracionar. Observe o cuidado dos itens de segurança, em cada etapa.

 
     
O buggy sendo tracionado, com o cambão fixado e com corrente de segurança colocada. E atenção ao pino de segurança da munheca! sem ele, pode haver um acidente grave!!!
 
DIRIGINDO COM CAMBÃO
by Amadeu

Vou tentar falar um pouco sobre como eu traciono meu Buggy. Já fiz isto com um Monza 2.0 e observei que em estrada plana tudo ia bem, mas nas subidas o mesmo "chorava" e às vezes chegava a esquentar. Todavia nunca deixei ferver. Agora estou usando uma Toyota Hilux e a coisa ficou bem mais fácil. Verifico bem os freios, o engate, a munheca, a tomada de luz (lanterna, luz de placa, pisca e freio), etc. (Veja os cuidados da fixação do cambão nos tópicos acima)

Uso uma corrente de segurança envolvendo a munheca e amarrada no suporte do engate e, principalmente, muita prudência, bom senso e atenção. É preciso lembrar que, ao rebocar o Buggy, o seu carro se transformará num veículo mais longo e mais lento e estará arrastando um peso de meia tonelada (ou pouco mais) e, neste caso, uma freada brusca certamente não seria bem sucedida.

No plano vai tudo bem, mas na descida o Buggy " empurra " o carro-tração e fica um pouco mais demorado frear e, por isto, é preciso manter distância do carro à sua frente. É aconselhável descer uma ladeira ou uma serra com o carro engatado numa marcha de média velocidade e usar o freio com parcimônia. Se o motorista usar apenas o freio, este logo se aquece e vai perdendo eficiência. Numa ladeira isto é pouco evidente, porém numa serra poderá deixá-lo sem freio. Devemos usar o câmbio e o freio, em conjunto. Na subida, devemos observar a temperatura do motor e se começar a esquentar é melhor parar por alguns minutos. Numa auto-estrada plana, de duas pistas e sem trânsito pesado, é possível ir a 80-100 Km/h. Numa serra, ladeira ou curva é prudente diminuir.

É preciso ficar bem atento aos outros carros, pois muitos motoristas se atrapalham (alguns até se assustam) com um carro sendo tracionado por outro carro. O conjunto carro-tração e Buggy funciona como um veículo longo (com o dobro do comprimento) e isto não deve ser esquecido, principalmente nos cruzamentos e nas ultrapassagens.

Alguns motoristas são distraídos e podem ficar em dificuldades quanto estão nos ultrapassando ou vice-versa, principalmente se a pista for única. É boa prática sinalizar com o pisca-pisca que você vai iniciar a ultrapassagem, ou avisar ao veículo à ré se ele pode ou não lhe ultrapassar. Ao entrar numa curva é prudente já ter diminuído a velocidade porque uma derrapagem seria um desastre. Não se deve colocar muita carga no Buggy, para aproveitar espaço, pois ele poderia ficar muito pesado e tudo ficaria mais difícil. Coisas volumosas e leves (roupas, travesseiros, colchonetes) podem ir no Buggy, mas coisas mais pesadas devem ir no carro-tração, dentro do limite do bom senso.

A visibilidade é importante e é fundamental controlar a traseira e os flancos com os espelhos e nenhuma carga deve atrapalhar a visão. Ao chegar numa cidade ou mesmo num posto de gasolina, é bom visualizar como estacionar pois dar marcha-ré com o Buggy engatado é muito difícil, quase impossível. O melhor é planejar bem suas manobras ou desengatar e manobrar cada carro separadamente.

Após cada parada é bom conferir a munheca, a corrente de segurança e os pneus. Eu não aconselho levar ninguém como passageiro no Buggy pois, em caso de emergência, o mesmo teria pouco ou nenhum controle sobre o carro.

Costumo trafegar com as lanternas ligadas, mesmo durante o dia para que o conjunto carro-tração/Buggy seja bem notado pelos outros motoristas e pedestres. Sempre uso o pisca-pisca para virar à direita ou esquerda e no caso de lombadas ou trânsito lento, vou pisando algumas vezes no freio para que as luzes de breque se acendam e sinalizem a freada. Os motoristas agradecem estes avisos, ficam curiosos com o reboque e procuram não atrapalhar, mas sempre existe o imprudente, o pouco civilizado, o egoísta e precisamos ter cautela com eles.

Mas viajando com prudência é perfeitamente possível levar o Buggy aonde você quiser. Eu já tracionei meu Buggy inúmeras vezes e nunca tive nenhum acidente ou susto.

My dear friend Buggyman, I did what I could. Is it whortwhile ? I hope so. Um grande abraço e muitas felicidades.

Amadeu

O Forum do Planeta já comentou este assunto. Achei interessante colocar por aqui, estas informações, fazendo um resumo do que foi colocado lá.Luizinho iniciou a discussão:Rebocar tem sido a melhor solução para quem viaja para sítios, praias e outros lugares onde cabe um bom passeio de buggy, desde que o destino não ultrapasse a 150 Km de distância. Caso esse percurso seja maior que isso, sua viagem sem dúvidas vai se tornar muito cansativa. É uma boa opção porque, além de usufruir do seu brinquedo nesses lugares, você dispõe de um segundo carro. Pois caso o brinquedo quebre, você não fica à pé e ainda pode trazê-lo de volta para casa sem falar no conforto do automóvel na estrada (porta malas, ar-condicionado, direção hidráulica, etc). Para se rebocar com segurança, existe uma lista de cuidados e precauções para que essa viagem não se torne um pesadelo. Dentre as principais podemos citar :
  1. veículo puxador e buggy devem possuir um bom engate e reboque, não pode haver emendas, soldas mal feitas ou arranjos de última hora (aqui no Nordeste chamados de “Gambiarra”);
  2. verificar se o carro rebocador possui a segurança mínima para fazer o serviço (principalmente pneus em bom estado e bem calibrados além, claro, dos freios em excelente estado);
  3. potência suficiente - motor 1.6 ou maior (qualquer carro. Puxo meu buggy em um Palio 1.6 16v, viajo de 5.ª marcha e com o ar condicionado ligado);
  4. instalação elétrica com tomada, que permita ligar o automóvel ao buggy (freio, stop, pisca e lanternas);
  5. o motorista tem que ter consciência que “não pode” passar dos 85 km/h, pois além dessa velocidade, se precisar parar vão ser necessários mais de 100 metros;
  6. verificar se o buggy tem câmber (inclinação no eixo dianteiro que faz o giro voltar para a posição reta após uma curva). A falta dele pode se transformar em um capotamento. Como saber se tem ou não? Simples, pode ser detectado por um bom alinhador ou com um simples teste: ponha o buggy engatado ao veículo rebocador em uma reta, pode ser em frente a sua casa mesmo, dobre o giro do buggy totalmente para um dos lados e puxe com o veículo rebocador alguns metros à frente e em linha reta. O giro do buggy tem que se desfazer e ficar reto, no sentido do carro rebocador. Feito isso faça o mesmo teste dobrando o giro para o outro lado. Se a direção do buggy permanecer dobrada para um dos dois lados, então tem que se fazer o câmber. Como fazer? Eu ensino: o eixo dianteiro dos buggys, fusca, brasília e afins possuem dois tubos (onde os feixes de mola estão acomodados), quando o tubo superior estiver mais avançado (em relação ao carro), que a barra inferior, então não vai haver câmber, ou seja a barra superior deve ser sempre atrasada com relação à inferior. (O princípio do câmber é o mesmo dos carrinhos de supermercado). Se em seu teste você detectou esse problema, então é só colocar um separador entre a parte inferior do eixo e seu acoplamento ao buggy, que estará tudo resolvido;
  7. nunca, jamais, sob hipótese nenhuma levar alguém no buggy, quando esse estiver sendo rebocado! Pois um leve toque na direção (tipo o reflexo de um susto) durante o percurso pode causar um desvio brusco (e de trazeira) na trajetória do carro puxador;
  8. é proibido dar ré... pois a direção do buggy irá dobrar para qualquer um dos dois lados;
  9. evite carregar o buggy com malas, pacotes, etc, pois essas bagagens podem sair do lugar e ir para na direção... fico arrepiado em pensar o que pode acontecer;
  10. verifique se o buggy está totalmente solto de freio de mão, marcha engatada, roda presa, etc.;
  11. lembrar sempre: “estou dirigindo dois carros, portanto cuidado e atenção dupla”
Quanto à lei permitir o ato de rebocar, no Estado do Ceará, onde a Polícia Rodoviária Federa, Estadual e Autarquia Municipal de Trânsito acompanham de perto o CBT, não encrencam com o fato de rebocarmos. Porém exigem que esse ato seja feito com um cambão fixo, por reboques que suspendam o eixo dianteiro, por caminhões tipo socorro e até mesmo por haste (cano) que esteja fixada, tanto no rebocador, quanto no rebocado. Mas, em hipótese nenhuma, aceita-se rebocar com corda ou cabos flexíveis (esta proibição consta no CBT). Vale salientar que, no caso do veículo ser parado por uma autoridade, essa tem o direito de pedir a documentação dos dois veículos e até inspecionar o funcionamento dos equipamentos obrigatórios.Aquele abraço e se alguém quiser entrar em contato, use o Forum do Planeta Buggy

Renato colocou mais uma observação importante no Fórum:

Dia 21 estarei viajando 600Km rebocando meu Emis. Irei de Belo Horizonte para o Espirito Santo. E dentre essas dicas gostaria de ressaltar que, além do cambão estar devidamente preso ao carro que está rebocando,é obrigatório, aqui em Minas, uma corrente entre o carro e o buggy fazendo o papel de segurança caso o carro desgarre do reboque. Essa obrigatoriedade, foi dada quando houve um acidente aqui em que a bola do reboque do carro quebrou.

Nota do Planeta: o Amadeu explicou esta medida de segurança (está lá em cima). É importante, mesmo que não seja obrigatório em outros estados. E, quando estiver em viagem, pare de tempos em tempos e confira o acoplamento. Outro importante aspecto: como muitos carros estão colocando engates apenas para "proteger" o parachoque traseiro, algumas empresas colocam este engate de maneira muito frágil, quase estética. Se você for colocar um engate, vá a uma empresa de confiança, verifique o serviço, veja os reforços que são feitos - não aceite um engate que apenas coloque arruelas de reforço no interior do porta-malas. Dependendo do veículo, uma travessa poderá ser necessária. Se você comprou o carro com o engate, vá a uma boa empresa e peça para verificar a segurança do mesmo. Até mesmo as "bolotas" podem ter problemas, pois algumas são somente estéticas, feitas de material frágil. FIQUE ESPERTO!!!

Onde adquirir um cambão? Veja em Mestres alguns endereços. Mas os fabricantes de buggies também podem vender os cambões que, normalmente, servem em qualquer buggy, já que todos são fixados na suspensão dianteira.

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