Algumas das fotos acima mostram o Glaspac após uma reforma em 1978, quando foi pintado num amarelo mais suave, onde aparecem os filhos do Benê com o uniforme da escola. Aí o carro já tem pára-choques dos Glaspac mais modernos, tubular e cromado. Como a febre dos Buggies é altamente contagiosa, ai está o Fapinha do Taciano, filho do Benê, sobre o Glaspac. Esse Fapinha também foi reformado e é usado diariamente dentro do condomínio onde moram.
Após um terrível acidente, em 1999, o Buggy foi desmontado e sua carroceria foi levada para o concerto sobre os racks de um velho Fiat 147. Ela voltou pintada de azul e o carro foi novamente colocado para rodar.
Apesar da modificação na cor e nos bancos, o Glaspac mantém sua aparência básica original.
A suspensão traseira ainda usa campanas de cinco furos mas com adaptadores para usar rodas de quatro furos. A dianteira já foi trocada por uma de Brasília, de quatro furos e com freios a disco.
Os assoalhos são em alumínio pois o Benê se cansou de trocar os de Fusca. Em 31 anos, vários se estragaram.
O pára-brisas é rebatível e ainda conta com os apoios originais, próximos aos faróis que só foram substituídos devido ao acidente. As lanternas traseiras são do Corcel 68/69 e também já vieram com o carro. As laterais são abertas e estreitas e, segundo o Benê, já foram pintadas de várias maneiras, hora simplesmente pretas, hora com paisagens ou planetas.
Esse Buggy é com certeza parte importante da vida de seu proprietário. Com ele o Benê levou sua esposa para a maternidade, foi preso por ter derrubado um poste em Ilha Bela, litoral de São Paulo, e sofreu um acidente que quase o vitimou.
Mas aí está ele, rodando forte e com planos para uma nova pintura em breve.