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É Carlão! Chegou o dia. Depois de uma série de contratempos, apresento ao pessoal do Planeta o estimado “pingo de ouro”. Para os mais íntimos, simplesmente, “Pingo”. Dei esse nome para o meu buggy por ser dourado e ter o estilo nordestino, com a traseira bem mais alta que a dianteira, o que o deixa no formato de uma gota. Pois é, vamos à ficha do “Pingo”: Trata-se de um modelo REGATA, ano 91/92, fábrica cearense, já extinta. O desenho dele, como quase todo buggy nordestino pós-fyber, lembra muito esse marco da indústria de buggies no Brasil. Mas, puxando a sardinha pro “pingo”, digo que o Regata é um buggy plus. Isso porque, além de lembrar o desenho do fyber, ele é mais alongado na traseira, o que o deixa mais espaçoso e confortável para quem vai atrás. Quando vou lá, fico muito confortavelmente sentado, sem precisar me encolher. E olha que tenho 1,84m e 95 kg! O espaço na parte da frente também é muito bom! O “pingo” tem motor 1600 VW, monocarburado, mas tinindo! Os bancos foram reformados. Ficaram mais esportivos com o reforço das espumas e colocação dos encostos de cabeça esportivos (do Fiat Tipo 1.6). O cambão é o fabricado hoje pela montadora do Marina’s. É aprovado pelo DENATRAN porque dentre outras coisas, não cobre a placa. Também não tem a articulação inferior pra evitar corrosão e a munheca é removível, o que a faz durar mais e evita roubos do possante com o uso do próprio cambão. Além do mais, deixa a “cara” do buggy mais serena e ressalta os faróis de milha. Os adesivos REGATA que se vê nas laterais, na traseira e na dianteira, eu mandei fazer especialmente para o “pingo”, inclusive como listas e inclinação indicando o sentido do vento. O logotipo do Regata é muito feio! Tirei e personalizei esse. Ficou legal, não?! Detalhando as fotos: na primeira, o “pingo” está
chegando à praia do meio (entre as praias do Araçagy e
Olho D’água) aqui em São Luís. É uma
praia que desce carro e onde se vê a maioria dos buggies daqui
da ilha. A foto mostra a lateral esquerda do “pingo” e,
sentada no banco do passageiro, minha digníssima Patroa; na segunda
foto, dá pra ver a traseira do buggy Regata. Perceba que as lanternas
(da Kombi) são postas não tanto na extremidade, devido
ao formato arredondado das bordas do buggy. Isso caracteriza o Regata
e o identifica de longe; na terceira, o “pingo” está
na porta de casa e dá pra ver bem a sua lateral direita. Era
um Domingo, ele tinha acabado de chegar da missa em São José
de Ribamar (cidade balneárea a 28Km de São Luís,
onde fica a catedral do santo padroeiro do Maranhão) e estava
só esperando pra descer pra praia; na quarta, eis a frente do
dune buggy REGATA com um cambão fábrica Marina’s.
A munheca, que é removível como lhe disse, adormece com
segurança no porta-malas; na quinta foto, final de tarde de domingo
e seu amigo tinha acabado de dar um grau no possante que dormiria até
o próximo final de semana; na sexta foto, está aí
o “pingo” fazendo o teste do CÁSTER. Passou com louvor
e já está apto para as viagens!; na sétima foto,
tirei um close do cambão/munheca em funcionamento. Como te disse
antes, Carlão, a munheca tem um braço bem maior e é
presa por parafusos ao cambão. O tamanho maior do cano da munheca
justifica-se em razão da falta da secção do cambão
na parte inferior. Sem ela, o cano tem que ser maior pra dar o mínimo
de inclinação; e finalizando, na oitava foto, estão
aí duas figuras, assíduos frequentadores do fórum
do planeta: na direita, esse amigo que lhe escreve, e o cabeça
chata da esquerda é o nosso estimado Luizinho. Esse papo, sobre
buggy, claro, foi na praia de Iracema na penúltima vez que fui
a Fortaleza. Rapaz, se o Luizinho é gente boa no planeta, você
não imagina pessoalmente! O cara é sangue bom! (Abração
Luiz!!!) Zé Márcio – São Luís
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