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| Buggy, porque um Buggy? O Buggy do Bene [Glaspac que mereceu honrosa página no site www.planetabuggy.com.br ] foi, com certeza, o começo de tudo, conclusões tiradas a seguir pelas fotos [algumas delas] daquele colosso: |
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| 1. Buggy do
Bene em meado dos anos 70 numa propriedade de minha família em Paraguaçu
Paulista. Foi das primeiras viagens feitas por Bene com seu pomposo veículo,
uma sensação, e meu pai [aliás, um bocado de gente] estava junto numa
época em que eu nem era projeto de gente ainda.
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2. Assis 1976: meu pai com o tal Buggão. Embora não visível leitura, já constava a placa Virginia... ah! que paixão. |
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| 3. 1981, Santa
Cruz do Rio Pardo, meu avô paterno [morto em abril/2002] não teve dúvidas
em dirigir o Buggy, com meu futuro pai ao lado e, dois detalhes: pára-brisa
abaixado e a tal placa Virginia [dê um zum para ver].
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| Então,
comprovadamente sou alucinada por buggy´s, desde pequena, claro
que dada a influência daquele Buggy GLASPAC, amarelo, do Bene quando
ele nos visitava e era então a festa em minha vida, e da família inteira.
Outro detalhe contribuinte para esta paixão foi sempre imaginar um Buggy
não só como convite ao lazer e à aventura como também proporcionar momentos
de reflexões, tranqüilidade e harmonia com a vida, pois nada melhor
que nele para se dedicar tempo a passeios ecológicos ou a santuários
de paz. Assim,
pensar como eu, em paisagens deslumbrantes, sol, aventuras e fortes
emoções – muitas emoções, só me faltava mesmo o meu Buggy, com o qual
sempre sonhava, o ronco do motor, as seqüências trepidantes, a velocidade
medida pelo vento contrário, sempre imagens que povoaram de cores as
minhas noites de sonhos e encantamentos. Eu sempre quis um Buggy e tinha
certeza que muito logo teria um, e que tudo seria questão de tempo. Por
isso ficava a olhar os modelos e as diferenças de uma versão para outra;
e foram tantas vezes com outros tantos Buggy’s que, um dia, junto ao
estacionamento da rodoviária de Assis onde meus pais aguardavam, próximos
a um carro qualquer, que vi lá mais ao fundo um Buggy vermelho. De pronto
já puxei meus pais para ver o carro mais de perto, observando todos
os detalhes, mentalmente fazendo comparações com outros modelos. Gostei
dele, confesso que foi amor à primeira vista, apesar dele se apresentar
bastante estrupiadinho que até me deu dó. Mas qual a raposa que
alegou verdes [então marrentas] uvas tão lindas que não podia ter às
mãos, não hesitei: -
Ah! feinho né? Meu pai de pronto fez intervenção: -
Antes que venha falar mais contra este raro exemplar buggystico,
tome as chaves, entre nele, é seu. - Meeeuuu!!!! – snif snif, chorei e chorei,
tinha acabado de ganhar meu BUGGY, e ali estava cheia de lágrimas e
sorrisos bobos. Agora
estou dando aquele trato no meu Buggy, colocando nele a minha identidade,
devagar, detalhes e aquelas coisas mais para me tornar uma bugueira
com todos os requisitos, pois quero fazer dele não um Buggy em minha
vida mas a minha vida num Buggy com todas aspirações que tenho e teimo
em realizar. |
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| Realmente,
um buggy a gente nunca esquece. |
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| Lorana Harumi Sato Prado e seu Savage Vermelho. |
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