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inserido no site em 03/04/2004
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Sou proprietário deste Tanger modelo Sevetse ano 89. É meu desde zero. Pretendo tirar mais fotos dele assim que terminar a reforma da carroceria, já que derrapei e acabei "atropelando" uma árvore em Itaguaí/RJ, quando brincava numa trilha.

O nome do modelo, Sevetse, é o nome do engenheiro projetista do carro, só que ao contrário: Esteves. Eu cheguei a conhecê-lo. Trabalhou na Fiat.

A fábrica da Tanger, aqui no Rio, funcionou uma época em Bonsucesso e depois foi para Duque de Caxias, na Rodovia Washington Luís. Como a maioria dos carros de fibra, saiu de fábrica com muitos "gatilhos" na parte elétrica e com algumas falhas no projeto, que estão sendo devidamente sanadas ao longo destes quase 15 anos de existência do veículo. Falando um pouco mais sobre a fábrica, esta era de propriedade de um sujeito chamado Jader, que já foi sócio de outra marca conhecida de carros de fibra, a Ragge. Bem, meu objetvo não é difamar ninguém, mas o cara era bem espertalhão. Costumava vender o carro como zero, mas utilizava motor e caixa recondicionados. Sem contar que a procedência destas peças era meio duvidosa...

Bem, como não estou aqui para julgar ninguém, vamos falar um pouco do carro:

  • Motor e caixa: possui motor 1.6 a ar do Volks com kit 1.8 e caixa modificada, com coroa e pinhão de SP2. As peças e a mão-de-obra da caixa ficaram por conta da Ret. Caixa Serviços Mecânicos, localizada na Rua Bela, 585 em São Cristóvão. Telefone: 21-3295-0044. O pessoal é muito atencioso e entende do assunto. Pode confiar. Eu descobri essa oficina após a batida na tal árvore, que empenou a manga de eixo traseira direita. Foi óleo da caixa pra tudo que é lado... Como tive que mexer na caixa, aproveitei para trocar a coroa e o pinhão para ter maior arrancada. Ainda não testei na areia, mas no asfalto ficou violento!
  • Suspensão: Essa deu trabalho. Como meu pai é fera em Volkswagen e já tivemos oficina, resolvemos consertar as falhas do projeto por conta própria, metendo a mão. A caixa de roda da carroceria foi mal dimensionada e toda vez que o carro passava por um buraco a mais de 60Km/h, os pneus raspavam com violência na carroceria. Nessa época eu usava pneus Maggion Nomad aro 15 nas quatro rodas. Rendia bem na lama, mas na areia era uma catástrofe! Trocamos os amortecedores originais do Volks sedan por amortecedores Rancho adaptados e aumentamos os calços da carroceria em 2,5 cm. Pronto, estava resolvido o problema da suspensão!
  • Pneus e rodas: Não pense que sou milionário e gastos tubos de dinheiro neste carro. Uso ele diariamente para trabalhar e boa parte das modificações levaram muito tempo. As rodas são Mangels aro 15 de alumínio, que infelizmente não fabricam mais. Aturam muita porrada. Na ocasião da batida na árvore, eu dava como certo a perda do aro, pois a bainha ficou destruída. Mas levei no famoso Ratinho da favela da Mangueira e o cara deu jeito. Os pneus dianteiros são Michelin LTX 205/70/15, que se saem bem tanto no asfalto quanto na areia e terra. Na traseira uso meus antigos pneus de Dodge Dakota, Goodyear 235/75/15, muito bons na areia. No estepe eu também uso esse Goodyear.
  • Parte elétrica: Isso é o inferno de qualquer carro de fibra. Eu e meu pai já modificamos 80% da porcaria que saiu de fábrica, mas ainda não conseguimos resolver o problema no comando de setas, que só funciona quando quer. Já trocamos tudo e o problema persiste. Depois eu passo umas fotos destes detalhes, se houver interesse do pessoal. Tivemos que montar uma nova caixa de fusíveis, pois a antiga além de precária, ficava próxima demais da calha coletora de água da tampa do capô.
  • Interior: Essa parte eu gosto bastante. Já cheguei a utilizar bancos Recaro de Gol GTI 96, mas eram muito baixos para esse tipo de veículo. A solução foi encomendar bancos Procar na fábrica, em Nova Iguaçu, RJ. A forração do interior é toda em carpete cinza. Falta um melhor acabamento ainda, mas o resultado ficou bom. Os cintos originais eram abdominais. Decidi substituí-los por cintos retráteis de três pontas de Palio. As caixas de retração ficam embutidas na parte inferior da coluna, dentro da fibra. Tive o cuidado de utilizar parafusos em aço inox com acabamento em plástico em todos os pontos de fixação. Nos vidros eu coloquei Insulfilm G5, vulgo proibidão. Vou ver se passa na vistoria do Detran...
  • Som: Ainda não terminei essa parte. O CD player ficará embutido no porta luvas, assim como o módulo. Aqui no Rio não pode vacilar com esse assunto. A quantidade de furtos é muito grande. Cheguei a utilizar Subwoofer 12' da Pioneer atrás dos bancos traseiros, mas chamam muita atenção. Fibrei tudo e estou passando as caixas de som para a lateral do veículo.
  • Carroceria: Como pego onda há mais de 20 anos e já fiz pranchas, de fibra eu entendo. Estou deixando essa parte por último. Já consertei o prejuízo da batida, que afetou a porta direita e a caixa de roda traseira (bati na árvore de lado), mas ainda falta dar um melhor acabamento, fora a pintura.

Como essa carroceria possui capota fixa, pretendo instalar em breve um bagageiro. Vou aproveitar as dicas do site, com certeza. Outro assunto que tem me dado dor de cabeça é a tampa de combustível. Ela deixa passar água pela fechadura. Já tentei 3 modelos e não adianta. Sei que também é falha do projeto, pois no fusca a tampa fica na lateral e ainda tem uma portinha para proteger da água. Estou pensando em colocar uma tampa de moto. Se alguém tiver alguma dica eu agradeço.

É isso. Espero que possamos trocar algumas idéias sobre esse tipo de veículo, pois é bom, bonito e barato. Pode divulgar meu e-mail, sem problema. A placa não apararece nas fotos, mas não me importo que apareça nas fotos.

Um abraço,

Claudio Rezende
Jardim Botânico, RJ
claudio@fiotec.fiocruz.br

Buggy Tanger Sevetse
Buggy Tanger Sevetse
Buggy Tanger Sevetse
Buggy Tanger Sevetse
Sem comentários sobre este carro. 15 anos de dedicação sobre um carro, só pode dar nisso! Sobre a tampa de combustível, a que uso é da Brasília - aquela que tem uma rosca no corpo. Nunca reparei se entra água, mas acho que não. Dia destes, peguei uma chuva forte e não aparentou problemas. A solução da tampa de moto é boa, além de ter um visual muito bom, também (a das motos grandes, claro). Estamos esperando as fotos dos detalhes elétricos, claro...
 
 

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