inserido no site em 25/11/2004
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Clube tenta popularizar uso do Buggy em Belém
Há seis meses, uma iniciativa vem tentando popularizar o uso do buggy em Belém. Contando com a participação de empresários, técnicos e outros profissionais, o grupo de 38 'buggueiros' compõe hoje o Clube do Buggy, uma espécie de associação recreativa que tem por objetivo reunir amantes deste veículo esportivo, facilitar o acesso a peças e serviços especializados neste tipo de carro e explorar as potencialidades regionais através de passeios ecológicos, buscando a melhoria da qualidade de vida de seus associados.

Ricardo Poiares é proprietário de um buggy desde abril do ano passado. Após a aquisição de seu veículo esportivo, Ricardo verificou que dois de seus vizinhos também possuíam buggys, mas que seus carros mais ficavam na garagem do que trafegavam. Foi então que Poiares resolver fazer uma campanha para incentivar os donos de buggy a deixarem de ver seus veículos como meros 'veículos para rodar no interior do Estado'. Surgia então o Clube do Buggy. 'Estimamos que existem mais de 300 buggies no Estado e que Belém também tem uma quantidade grande de buggys. Mas as pessoas, até por falta de incentivo não saiam com seus carros. Começamos então o movimento e hoje formamos uma grande rede de amigos, que compartilha da mesma paixão e luta para que este esporte se faça conhecido, praticado e respeitado', explica Ricardo, presidente do clube.

Daí vieram os outros associados, que vêem na descontração do movimento um grande motivo para também exibirem seus buggies pela cidade. 'Fomos convidados para participar das reuniões do grupo e estamos aqui. Geralmente só usávamos o buggy no interior e saíamos mais com nossos outros carros, mas agora a gente tem muitos motivos para exibi-los', explica Anderson Santos, que junto com o amigo Ronaldo Rocha, participaram, no último domingo,  de sua primeira reunião no novo point de encontro do Clube, a Doca de Souza Franco e já se preparam para o próximo passeio ecológico do grupo, que acontece na segunda quinzena de maio para o município de Moju.

Hoje, o clube do Buggy já comemora suas primeiras vitórias. Uma delas é a realização de parcerias que diminuem os custos para a manutenção do veículo. Outro é a valorização do carro no mercado de automóveis no Estado. 'Antes de o clube existir, a gente via buggies jogados às traças, sendo vendidos a até R$1 mil. Agora não. Além de ser difícil ter buggy a venda, mesmo porque as pessoas estão incentivadas a usarem seus 'brinquedinhos' e passam a ter valor afetivo sobre os veículos, os preços médios chegam a R$7 mil, sendo que graças aos investimentos que fazemos em nossos carros, existem alguns que já custam até R$18 mil', explica Domingos Renato Alves, vice-presidente e assessor de comunicação do Clube do Buggy.

Já um motivo de orgulho da associação paraense é ter entre seus associados, o proprietário do buggy mais antigo do Brasil. O automóvel é de propriedade de João Marcelo, que comprou o carro, cujo documento de fabricação data de 01 de janeiro de 1973, há quatro meses. 'Na verdade nem o capitão da PM, que era o proprietário, nem eu sabíamos que ele era o mais antigo do Brasil. Fui informado após entrar no clube. Fiquei muito feliz, é claro, e não vejo a hora de finalizarmos o material que estamos produzindo para mandar para o Planeta Buggy', explica Marcelo, referindo-se ao site www.planetabuggy.com.br, vitrine nacional dos feitos e conquistas das associações de buggueiros espalhados pelo Brasil. O site informa que o Buggy mais antigo do Brasil foi fabricado em março do mesmo ano, dado que deve ser corrigido após o envio da comprovação de fábrica do buggy de Marcelo.

Mas o Clube do Buggy vai além das atividades recreativas. Alguns membros da associação contam que as reuniões e passeios promovidos pelo Clube têm realizado mudanças significativas, principalmente, na estrutura familiar. 'Muitos relacionamentos de integrantes do Clube foram restaurados graças as atividades sempre descontraídas que organizamos. Hoje a gente torce para que chegue logo o fim de semana para nos reunirmos com os amigos, para que viajemos ou mesmo nos reunamos para nos confraternizarmos', explica Renato Alves. 'Tínhamos Buggy, mas nossos filhos não gostavam do carro.

Reclamavam da falta de conforto, do sol, da chuva. Depois que entramos para o clube e eles começaram a freqüentar as reuniões, não querem mais outra coisa, a não ser viajar de Buggy', explica Socorro Menezes Gomes, secretária do Clube, esposa de Luiz Gomes, tesoureiro da associação, pai de um filho de oito anos e outro de 14 anos. 'Hoje, nem que eu queira vender o Buggy, não posso. Meus filhos são os donos dele. Quando recebo propostas para a venda, digo logo para negociar com eles, porque sei que são irredutíveis', explica Ricardo Poiares.

'Não há como negar que sofremos alguns preconceitos por curtirmos este tipo de carro, que na maioria das vezes não tem porta e, em alguns casos nem teto. Mas nossa 'curtição de criança' é justamente esta, a aventura. Independente de classe social, gostos, religiões, nossa meta e divulgar esta liberdade que só o buggy pode proporcionar', conclui Poiares, informando ainda que os membros do Clube estão elaborando um projeto para tornar o buggy, uma alternativa turística para passeio nas dunas de Salinas, a exemplo do que já acontece em algumas praias do Nordeste.

Peças - Geralmente não há fabricação de peças exclusivas para a utilização em buggy. Este tipo de veículo é montado a partir de peças de Volks 1600, Brasília ou até de Kombis, carros que ainda estão em linha, mas cuja fabricação tem diminuído a cada ano. No entanto, com a criação do Clube do Buggy, as lojas que comercializam este tipo de peça experimentam um aumento nas vendas. 'Antes estas eram algumas das peças menos vendidas. Com o convênio que fizemos com os motoristas de buggy, podemos constatar um aumento de 20% por méd no mercado destas peças específicas', explica Marcelo Barros, proprietário da Barros Auto Peças, que através de uma parceria com o clube do Buggy, concede 10% de desconto para os sócios que comprovarem participar da associação dos buggueiros paraenses.

Segundo Marcelo, as peças de Buggy por serem as mesmas de carros populares são algumas das mais baratas do mercado. Acessórios de suspensão são os mais procurados. 'A suspensão é o que mais sai na área de buggies, mesmo porque as más condições de nossas estradas danificam muito esta parte dos veículos. No mais também vendemos bastante óleo, filtro, vela e ignição', complementa Marcelo.

O diferencial, dos condutores de buggies, em relação aos motoristas de outros tipos de automóveis, é o excesso de cuidado com aparência que os buggueiros tem com suas máquinas. 'A grande quantidade de passeios que o Clube promove acaba estimulando a vaidade dos donos de Buggy. Eles querem sempre ter os acessórios mais modernos para dar um visual arrojado ao carro. Isto é contagiante. Só pelo contato que estou tendo com eles e pela organização do grupo, já estou com vontade de me tornar o mais novo associado do Clube', conclui Marcelo.

Link para a reportagem original: http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=253&codigo=3151

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