(SP), e a Selvagem, de Pamamirin (RN). Elas sobreviveram seguindo
a mesma receita: um carro simples, divertido e de manutenção
fácil. Agora ,a BRM está lançando sua linha
2003, com destaque para o modelo M-8 Long, que não é
uma revolução, mas representa um avanço nesse
segmento carente de novidades.
O M-8 traz um novo chassi tubular monobloco
que, segundo a fábrica, deixou o carro maior e mais estável,
em relação a seus antecessores, e permitiu um novo
design. O M-8 Long tem linhas mais arredondadas e ganhou estribo
incorporado à carroceria, entre outras melhorias. Na dianteira,
as mesmas lentes que cobrem os faróis abrigam também
as luzes dos piscas e dos fárois de milha.
Motor, câmbio,direção,
freios e suspensões são originais do fusca. O motor
1.6 é alimentado por carburador, além de baratear
o preço final do modelo. Tem lógica, levando-se
em conta que não se encontra um posto de assistência
técnica a cada duna ou praia paradisíaca. Ainda
pensando nos custos, a BRM optou por usar câmbio e suspensão
recondicionados, remetendo aos tempos em que os bugues eram montados
sobre chassis de fusca usados.
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Segundo a fábrica, esses conjutos encareceriam
demais o preço do buggy, se fosse montado usando todos os
componentes novos. No final das contas, o M-8 Long chega ao mercado
por R$ 17.800 reais.
Dirigir o M-8 Long é
uma experiência divertida e ao mesmo tempo nostálgica.
A direção, sem assistência e de relação
direta, remete ao tempo em que Roberto Carlos cantava as curvas
da estrada de Santos. Com a capota de inverno de vinil, a visibilidade
fica prejudica-da, mas bugues são bons para serem dirigidos
à beira-mar sem capota alguma. No M-8 , o motorista pode
também rebater o parabrisa, para aproveitar melhor a viagem.
No painel, só o básico, mas todos os instrumentos
são marítimos. Portanto, pode até chover dentro
carro. Portanto, abaixo a capota!
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