De volta para casa...
Quatro Rodas - Janeiro/2003
tópico inserido no site em 11/07/2003
               
                         
 
Maior e com novo chassi
tubular, ele continua tão
divertido como seus antecessores
 
 
H
ouve uma época em que nada menos que 41 marcas de bugue disputavam o mercado

(SP), e a Selvagem, de Pamamirin (RN). Elas sobreviveram seguindo a mesma receita: um carro simples, divertido e de manutenção fácil. Agora ,a BRM está lançando sua linha 2003, com destaque para o modelo M-8 Long, que não é uma revolução, mas representa um avanço nesse segmento carente de novidades.

   O M-8 traz um novo chassi tubular monobloco que, segundo a fábrica, deixou o carro maior e mais estável, em relação a seus antecessores, e permitiu um novo design. O M-8 Long tem linhas mais arredondadas e ganhou estribo incorporado à carroceria, entre outras melhorias. Na dianteira, as mesmas lentes que cobrem os faróis abrigam também as luzes dos piscas e dos fárois de milha.

   Motor, câmbio,direção, freios e suspensões são originais do fusca. O motor 1.6 é alimentado por carburador, além de baratear o preço final do modelo. Tem lógica, levando-se em conta que não se encontra um posto de assistência técnica a cada duna ou praia paradisíaca. Ainda pensando nos custos, a BRM optou por usar câmbio e suspensão recondicionados, remetendo aos tempos em que os bugues eram montados sobre chassis de fusca usados.

 

Segundo a fábrica, esses conjutos encareceriam demais o preço do buggy, se fosse montado usando todos os componentes novos. No final das contas, o M-8 Long chega ao mercado por R$ 17.800 reais.

    Dirigir o M-8 Long é uma experiência divertida e ao mesmo tempo nostálgica. A direção, sem assistência e de relação direta, remete ao tempo em que Roberto Carlos cantava as curvas da estrada de Santos. Com a capota de inverno de vinil, a visibilidade fica prejudica-da, mas bugues são bons para serem dirigidos à beira-mar sem capota alguma. No M-8 , o motorista pode também rebater o parabrisa, para aproveitar melhor a viagem. No painel, só o básico, mas todos os instrumentos são marítimos. Portanto, pode até chover dentro carro. Portanto, abaixo a capota!

 
Paulo Campo Grande
 

brasileiro, de acordo com o site www.planetabuggy.com.br. Em seu apogeu, na década de 80, eles eram figuras fáceis no trânsito. Mas já de há muito eles migraram para o litoral e o elegeram seu hábitat natural. No Nordeste, onde ajudam a fomentar o turismo, deram origem a uma nova "categoria" de tra-balhadores, os bugueiros.

    Hoje tem-se notícia de apenas três marcas: a BRM e a Naja-One, de São Paulo